quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A descoberta para terapias



Por serem animais que de adaptam facilmente e de rápido aprendizado, os Goldens têm se destacado no Brasil pela atuação nas Terapias, Educação e Atividades Asistidas por Animais (TAAs, EAAs, AAAs).
Desde que surgiu, esta raça vem sendo adaptada para desempenhar diferentes tarefas que sempre aproveitam as maiores qualidade do cão: inteligência aguçada, docilidade e faro apurado. Esta versatilidade do Golden foi bastante explorada por diversos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, a raça destaca-se como guia de cegod e sniffer - detecção de narcóticos em aeroportos através do faro. No Canadá, os cães são utlizados para localizar e resgatar pessoas soterradas na neve.
Comuns em países estrangeiros, as TAAs consistem em visitas programadas a escolas, asilos e casas de apoio a crianças deficientes portadoras de câncer ou que sofrem violência doméstica. Durantes essas visitas, o cão se passa por voluntário numa terapia que proporciona diversos benefícios à saúde do paciente, resgatando sua auto-estima e trabalhando sentimentos como a afetividade que esses cachorros podem despertar.
No Brasil, as iniciativas ainda são pequenas nesta área, mas ou projetos que existem crescem numa velocidade acentuada, juntamente com a constatação de que o Golden Retriever é uma raça especial para o trabalho.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O mal que assombra os criadores: Displasia


A Displasia Coxofemoral afeta a vida do animal no que se diz respeito à mobilidade e bem-estar, além de ser um fator limitante na vida do cachorro. A doença, que afeta principalmente os cães de porte médio e grande, pode se desenvolver tanto em filhotes quanto em adultos machos e fêmeas. A doença é caracterizada por um encaixe incorreto entre a cabeça do fêmur e o acetábulo da bacia (estrutura articular que liga a pélvis ao fêmur).
Existem graus diferentes de displasia, que variam de acordo com a gravidade do problema. Desta forma, muitos cães acabam desenvolvendo a doença sem que seus donos percebam. Quando o caso é grave, ela chega a comprometer a movimentação das pernas traseiras do cão e costuma causar muita dor. A displasia coxofemural é transmitda geneticamente entre os animais e o diagnóstico é feito somente através e exames radiológicos, depois que os cães complentam 6 anos de idade.
A doença que foi descoberta por volta de 1950, ainda não tem cura. O recomendado por especialistas é o tratamento conservador, alívio da dor e retardo das artroses através de vários medicamentos existentes no mercado. Podem ser feitas também cirurgias conservadoras que modifcam o ângulo da articulação para amenizar as lesões produzidas no local.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cães Pastores Alemães, cerca de 25% dos cães apresentam algum grau de displasia, que varia entre leve, média e grave. Ainda segundo a SPCPA, as raças mais afetadas são pastor alemão, rottweiler, labrador, golden retriever, fila brasileiro e mastim.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vídeo - Golden Retriever

Por que Golden Retriever?


O Golden Retriever é de origem britânica, de pelagem que vai do dourado até o creme, com um porte atlético e um temperamento bastante calmo, que aos poucos está conquistando todo o mundo.
São cachorros excelentes para a prática do agility - competição canina em que os animais percorrem um circuito com obstáculos tendo que fazê-lo no menor tempo possível -, mas também são usados por políciais, já que tem o olfato aguçado, e como gui de cegos.
Em inglês, seu nome significa "golden", dourado, e "retriever", apanhador, por ser um cão de caça que traz a presa ao seu dono sem que a danifique. Supõe-se que a raça tenha surgido por volta de 1835, quando o Lord Tweedmouth, em Brighton no Sul da Inglaterra, teria adquirido 8 cães de um circo russo que estava na região e os levado para sua propriedade, chamada Guisachaar. O Lord tinha por hobby caçar cervos, e para buscar a presa, tinha outros cachorros da raça Bloodhound. O acasalamento destes com os cães trazidos do circo teriam resultado nos Goldens Retrievers.
O primeiro Golden chegado ao Brasil foi Patrick, com o nome de registro, Eldorado of Gold Leaf. Sua proprietária, a Sra. Yvette Tobião, comprou o cachorro em um canil na Califórnia. A partir disso, a raça se disseminou por canis no Rio de Janeiro e, hoje, por todo o Brasil.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Trabalhos anteriores

Antes de começar a falar sobre Golden Retriever, irei postar trabalhos acadêmicos feitos no primeiro ano da faculdade de Jornalismo - da qual estou indo para o 5° semestre. Tais trabalhos são resenhas feitas sobre filmes ou livros, para a matéria de Teoria do Jornalismo, lecionada pelo professor Bruno Zeni.

domingo, 25 de novembro de 2007

Resenha: O seqüestro do ônibus 174

Jardim Botânico, Rio de Janeiro. 12 de janeiro de 2000, aproximadamente 17 horas da tarde.
Pessoas comuns, vivendo suas vidas normalmente, encerrando mais um dia de trabalho. Os passageiros da linha 174, já mais imaginaram o rumo que suas vidas tomariam depois daquele fim de tarde. O personagem principal da história, Sandro Barbosa do Nascimento, era também a principal vítima e o que ele pensou ser a apenas um assalto, paralisou todo o país, chocou a população, se transformou no símbolo da violência e da impunidade no Brasil.
Há sete anos atrás, seqüestros não eram tão freqüentes, a violência não era tão escancarada. Ninguém sabia direito as proporções dos acontecimentos, pois de alguma maneira, o governo abafava os casos. E por isso, o seqüestro do ônibus 174, paralisou o país naquela tarde.
O documentário feito por José Padilha nos mostra detalhadamente o que se passou durante as horas em que Sandro manteve o ônibus seqüestrado com reféns. No filme a história é contada paralelamente à história de vida do seqüestrador, intercalando imagens da ocorrência policial feita pela televisão.
O fato na época tomou proporções incríveis e repercutiu por todo o país. O que não se imaginava é que sete anos mais tarde, cenas como essa ou ainda piores não surtiriam mais efeito sob a população e fariam parte do nosso cotidiano. Todos os dias nos deparamos com a violência que assola o Brasil, mas ninguém mais sem importa, ninguém mais se choca, todo mundo se acostumou.
Sandro era o bandido, mas era também a principal vítima. Vítima da sociedade, vítima do descaso da população, vítima da desigualdade que enterra o país, vítima de um governo mal preparado, de um país mal governado. Uma pessoa que viu na situação uma oportunidade de ser ouvido, de ser visto, de se sentir parte da sociedade, por mais que seja num caso tão trágico.
O Rio de Janeiro naquela tarde se apagou, ficou cinza, manchado pela violência, iluminado somente pelos olhos do Brasil inteiro. Hoje, sete anos depois, não é mais a cidade maravilhosa, é agora palco da violência, reconhecida mundialmente.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Resenha: "Sempre Alerta"

O texto retrata a rotina do jornalista, caracterizando seu ambiente de trabalho, as tensões diárias e a hierarquia existente nos jornais, no caso, no jornalismo impresso.
Sempre Alerta discute a essência da profissão, classificada por Jorge C. Ribeiro como moderna empresa de notícias, onde um dos elementos mais característicos é o poder que se exerce sobre os jornalistas. Quem concentra a maior parcela desse poder é o empresário, que consciente disso o usa a seu favor constantemente.
Jorge C. Ribeiro defende em seu livro a submissão do jornalista.Acredita que para uma redação funcionar da melhor maneira, é necessário que interesses de ambas as partes estejam em jogo. Para isso, expõe dois pontos fundamentais.
Para estimular os jornalistas, o aliciamento é a prioridade. As promessas são a forma de aliciamento mais freqüentes. Cria-se uma situação de interesses e subordinação, já que recém formados, facilmente se iludem com altos salários e sistemas de privilégio oferecidos por algumas empresas. A questão é que na maioria das vezes, se evidencia o desnível dentro da redação de uma empresa , e percebe-se que somente aqueles que realmente se destacam, que são bem sucedidos têm essas promessas realizadas. A conseqüência disso a longo prazo é a perca do estímulo dos outros profissionais que não mais, se sentem capazes de realizar seu trabalho. As demissões reforçam o aliciamento. Para Jorge C. Ribeiro, “um dos efeitos mais importantes das demissões é provocar tensão produtiva nos que não foram atingidos”. E deixar subentendido que ninguém é insubstituível.
Na maioria das vezes, encontra-se nas mãos do editor o sucesso ou fracasso de seus submetidos. Por isso, “repórteres e redatores procuram direcionar seus textos de acordo com o enfoque dos editores”, como ressalva Jorge C. Ribeiro. O que resulta dessa disputa entre jornalistas pela aprovação de seu editor, é uma forte competitividade entre eles. Cria-se então, uma troca de favores e forma-se um subgrupo, onde para obter êxito o editor necessita de um bom trabalho de sua equipe e aqueles que para ele trabalham, necessitam que o resultado seja satisfatório para que sejam reconhecidos.
O outro ponto fundamental apontado por Jorge C. Ribeiro é coerção. Para ele “é necessário complementar o aliciamento com um regime de coerção, para obter a subordinação do jornalista”. Acredita que “a coerção articula disciplina, anonimato, tensão ‘produtiva’ e sanções”. O resultado do aliciamento juntamente com a coerção é uma “profissão autoritária”, como articula Jorge C. Ribeiro.
A coerção é um modo de repressão que pode ajudar na formação do jornalista tornando-o disciplinado, já que a disciplina é uma das principais características das empresas capitalistas de hoje.
Uma das características principais da atividade do jornalista é a tensão, fabricada como o objetivo de extrair produtividade. A pessoa que acumula diversas tarefas a serem cumpridas, esforça-se para que todas sejam satisfatoriamente concluídas, enquanto aqueles que não são tão atarefados, executam suas obrigações de qualquer jeito. “O sujeito tenso produz mais porque fica mais atento”, confirma Bem Bradley.
O jornalista vive num ambiente sob forte tensão e pressão. É necessário que esteja sempre alerta, para que possa responder com agilidade aos imprevistos que as notícias exigem. O ritmo do trabalho oscila entre momentos de marasmo e aceleração e a periodicidade contribui para tornar produtiva a tensão. Por isso, para que se consiga criar uma marca, ter um nome reconhecido, é necessário um esforço constante.
Jorge Cláudio Ribeiro caracteriza o jornal como uma empresa de notícias com um duplo discurso. Esse duplo discurso toma dois rumos ambivalentes: o primeiro caracterizado como tradicional e ideológico, suas principais características se dão por apresentar-se cultural, liberal, confiante, missionário, heróico e fazer uso de uma imagem pública. O segundo caracteriza-se como industrial, disciplinador, competente, trabalhador, operário e anônimo. É ao mesmo tempo uma empresa, visando lucro, mas prestando serviço público (não deveria ser comercializável), seus profissionais deveriam permanecer anônimos e disciplinados, mas apresentam-se também como imagens públicas, entre outros caminhos ambivalentes.
Sempre Alerta, de Jorge Claudio Ribeiro nos traz uma boa noção da vida de um jornalista. Nos mostra os prós e contras de uma profissão que desperta tão diferentes opiniões e pontos de vista. Mas que tem em comum, a paixão pela profissão.